sábado, 2 de novembro de 2013

"FIGUEIRÃO" EU TE AMO


Essa notícia me doeu...Quantas e quantas vezes vinhámos do sítio e a parada era ali.
Obrigatória para repor as energias. Detalhe eu só tinha 3 anos de idade. Era eu, meu amado pai e mãe. Naquela época morávamos na Barra da Piraputanga... Tempos difíceis e que eram seis meses de cheia. O chamado "corichão" (áreas alagadas)...
Então quando precisava vim para a Cáceres-MT (10 km) era a pé, bicicleta pois carro era impossível. Embora meu pai tinha um jipão velho.
Falei isso para chegar as sombras do Figueirão.
Uma sombra tão abençoada ao sol escaldante cacerense, mas parecia asas de DEUS a nos proteger.
Na simplicidade uma farofa de galinha em pedaços para matar a fome. E uma mamadeira cheia de leite onde eu mamava acariciando o tronco daquela figueira mãe com os pés.
Alguns querendo assustar dizia ser assombrada... Eu nunca vi nada de mal, só coisas lindas e iluminadas. Uma proteção!
Amor... Como eu amava-a. Toda vez que retorno a Cáceres-MT preciso vê-la. E sinto que ela entende o meu olhar.
Tem outra figueira perto da Chácara do Dr. Ladislau Ramos. Era outra parada. Tinha água limpa para beber e peixinhos lindos.
A simplicidade é a essência da felicidade. Eu fui tão feliz na infância que consigo me encolher e caber nos sonhos da menina-criança.
Cuide dela mesmo que um galho quebrou... Meus galhos também se quebraram pelas andanças da vida...
Mas estou viva! Não deixei essa Figueira morrer ela faz parte dos sonhos de muitas pessoas... Inclusive eu!
KHASSANDRA GREEN
 Em 02/11/2013
Código do texto: T4553180
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sábado, 26 de outubro de 2013

Pedaços de mim...


Oh! Justiça que fazes de mim?
Pedaços estraçalhados!
Sem dó ou piedade!
Torturas-me anos e anos sem fim...
Meus sonhos esfacelados!
Grande é sua atrocidade.
Pensas tu que não sinto dor?
Pedaços de mim todos esmigalhados...
Despertas em mim o rancor!
Oh! Justiça uns dizem que és cega!
E eu afirmo que não tens amor...
Analisas o que então?
Pedaços de mim estão a gritar!
Nunca olhou a verdade do meu coração...
Não sabes das minhas lágrimas a chorar!
Vês Justiça? Sou humana... Tenho sonhos...
E você maldita a me torturar!
Dias após dias fazendo esse meu coração...
Destroçado esperar e esperar!
Uma porcaria de uma decisão...
Que me entristece, deprime  e está a me matar!
Se eu morrer foi você Justiça...
Pois nem meus pedaços já consigo juntar!
Meu corpo cheira a carniça.
Falta-me coragem da minh'alma se libertar!
Oh! Justiça... Sem-justiça...
Pedaços de mim... Pedaços a suplicar!
.
.
.
Cansada de esperar o que é meu de direto
Das mãos dessa JUSTIÇA
Que já não tenho mais respeito
KHASSANDRA GREEN
Em 25/10/2013
Código do texto: T4541918
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

E quando você partiu...


Em desespero...
Abracei nossa filha com apenas três anos de idade.
E não consegui conter as lágrimas!
E senti aquelas pequenas mãos acariciar meus rosto e limpar minhas lágrimas...
Quando você partiu!
A nossa filha... Fruto do nosso amor!
Sem nada entender ou simplesmente entendendo tudo... Eu não sei!
Olhou nos meus olhos e me perguntou...
- Mamãe o que foi nos teus olhos?
E eu respondi...
- Ah minha filha... Não foi nada não! Mamãe apenas está chorando...
E ela docemente falou:
- Não mamãe... A senhora não está chorando... A senhora está chovendo pelo olhar!
Hoje depois de alguns anos... Toda vez que eu vejo a chuva cair lembro da tempestade que devastou minh'alma e fez meus olhos chover!
Mesmo chovendo encontrei forças nas mãos daquela pequena criança... Nossa filha! Nosso amor!
Quando você partiu, não me deixaste só!
Você me deixou o melhor de nós dois!
Foste morar com DEUS, mas me deixou um anjo!
Um anjo que até hoje diz mamãe a senhora chove pelo olhar de saudades do papai!

As minhas dores...



Eu sei que suas mãos acalmaria-as e como bálsamo cicatrizaria até minhas profundas feridas... Eu sei. Mas o que dói dilaceradamente é saber que jamais as terei!


Para ti amigo da Serra da Petrovina (Mato Grosso)

SOLIDÃO



Do filme O Náufrago - símbolo de companhia nas horas de solidão aquela bola Wilson desenhado uma figura em vermelho! Não é muito agradável de se olhar...
Mas na realidade nos momentos de solidão às vezes nossa companhia não são os melhores fantasmas e sim aqueles que choram junto com nós!
E a solidão pode ser descrita de inúmeros jeitos...
Tem pessoas que não suporta uma vida solitária. Outras é uma busca incessante!
Umas se sente só rodeada de pessoas...
Solidão umas carrega na alma e outras somente no coração...
E eu?
Eu carrego na alma, no coração, no olhar e no meu ser carnal!
Fecho os olhos e vejo-me só no meu deserto... Caminhando...
Na minha solidão me refúgio e sinto uma agradável paz.
Quando estou envolto a uma fogueira para aquecer minha alma fria, deixo meus fiéis amigos fantasmas me fazer companhia, solto-os e eles realmente vem sorrir ou sorrir comigo.
São as recordações...
E posso estar no meio a multidão... E em câmera lenta meus olhos se encontram com outros olhos e posso sentir e ver a solidão. 
Identifico as pessoas como eu zumbis solitários... Parecem possuir um código no olhar!
Solidão para muitos é triste e para outros, assim como eu... É escolha.
Escolhi a solidão, e eu tenho o poder de permitir o que deixo ou não entrar nesse meu mundo... 
Então nada como uma boa e fiel música.
Não! Solidão não é ser egoísta! É apenas uma forma de se proteger!
Medo de ser ferida e magoada de novo e de novo...
Esse é meu mundo, minha ilha e meu deserto...

Minha companhia é essa doce e suave solidão! 
Acalenta minha alma que chora por você!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

CORRENTES



Um dia... Decisão difícil para um coração que ama!
Em meio ao desespero quebrei as correntes que me amarravam em ti...
E me vi livre... E te vi livre!
Correntes apenas escravizávamos um ao outro...
Não era sinônimo de união!
E juntos e livres estamos muito mais feliz!

Khassandra Green